De acordo com o ministro da Saúde brasileiro, Luiz Henrique Mandetta, mesmo que a vacina não apresente eficácia contra o novo coronavírus, é uma forma de ajudar os profissionais de saúde a descartarem os vários tipos de gripe na triagem, assim como acelerarem o diagnóstico do Covid-19.

“A campanha acontecerá em âmbito nacional, como as anteriores. Vamos começar por grávidas, crianças até 6 anos, puérperas e idosos. Depois, incluiremos outras categorias. Dessa forma, espera-se que o vírus tenha menor propagação”, explicou o ministro.

Para a campanha, foram produzidas 75 milhões de doses que previnem contra os três tipos de vírus de gripe que mais circularam no ano anterior.

A campanha, que estava inicialmente programada para a segunda quinzena de abril, e cuja data de início foi antecipada para 23 de março, pretende ainda evitar que o sistema de saúde fique sobrecarregado.

A vacina contra a gripe não protege contra o novo coronavírus, mas, sim, contra outros tipos de gripe.

“As gripes A e B são mais comuns que o coronavírus, e a campanha nacional de vacinação contra a gripe diminui a situação endémica dos vírus respiratórios no país, por isso é muito importante que as pessoas que fazem parte do público-alvo da campanha procurem uma unidade de saúde”, concluiu o ministro, numa conferência de imprensa em São Paulo, estado onde foi detetado primeiro caso do novo coronavírus no Brasil.

O Brasil confirmou na madrugada de quarta-feira o primeiro caso positivo de contágio pelo coronavírus Covid-19, um homem de 61 anos, residente em São Paulo, que regressou recentemente do norte de Itália.

Até ao momento, o Brasil tem 132 casos suspeitos do novo coronavírus a serem monitorizados pelo Ministério da Saúde e 60 casos suspeitos já foram descartados em todo o país.

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