A Câmara Municipal de Oeiras e a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) ofereceram hoje dois ventiladores e milhares de máscaras a São Tomé e Príncipe para o combate à pandemia de covid-19.

“No âmbito do apoio que tem vindo a ser dado pela Câmara Municipal de Oeiras e pela Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, foi hoje oferecido a São Tomé e Príncipe um conjunto de equipamentos de tratamento médico e proteção individual para fazer face à crise provocada pela covid-19”, afirmam as duas entidades num comunicado conjunto divulgado hoje.

O material oferecido foram: dois ventiladores, 10 mil máscaras cirúrgicas, 10 mil pares de luvas e duas mil máscaras reutilizáveis, adianta a mesma nota.

“Esta doação a São Tomé e Príncipe faz parte da iniciativa solidária de ajuda aos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa], que tem um valor total superior a 700 mil euros, e através da qual tem sido entregue este tipo de material a todos aqueles países”, esclarecem as duas entidades.

O material foi entregue hoje de manhã ao embaixador de São Tomé e Príncipe em Lisboa, António Espírito Santo, pelo vice-Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Francisco Rocha Gonçalves, e pelo representante diplomático do Imamat Ismaili (Aga Khan), Nazim Ahmad, adianta a nota.

Uma parte do equipamento deverá chegar já nos próximos dias a São Tomé e Príncipe, num voo humanitário da União Europeia.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 385 mil mortos e infetou mais de 6,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Em África, há 4.606 mortos confirmados em mais de 162 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.339 casos e oito mortos), seguida da Guiné Equatorial (1.306 casos e 12 mortos), São Tomé e Príncipe (484 casos e 12 mortos), Cabo Verde (502 casos e cinco mortes), Moçambique (316 casos e dois mortos) e Angola (86 infetados e quatro mortos).

Publicidade