A consultora Fitch Solutions desceu hoje a previsão de crescimento da economia de Moçambique de 4,3% para 0,7% este ano, devido à pandemia da covid-19 e à recessão mundial, esperando uma recuperação significativa para 4,2% em 2021.

“Na Fitch Solutions, antecipamos que o PIB [Produto Interno Bruto] real de Moçambique vai abrandar de 2,2% em 2019 para 0,7% em 2020”, lê-se num relatório sobre a economia moçambicana.

De acordo com o documento, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, “a pandemia da covid-19 e a crise económica mundial vão pesar na procura pelas exportações de matérias primas de Moçambique este ano”, a que se juntam as fragilidades internas.

“As fraquezas estruturais no consumo privado e no investimento público vão ser potenciadas pelo impacto da propagação do vírus em vários setores da economia”, acrescenta-se no relatório.

A expectativa dos analistas desta consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings é que a recuperação nas exportações e o aumento do investimento estrangeiro nos projetos de extração de gás natural favoreçam a recuperação económica a partir do próximo ano, que deverá acelerar para 4,2%, “apesar de a incerteza sobre a duração da pandemia colocar estas previsões em risco”.

Sobre a política monetária definida pelo Banco de Moçambique, a Fitch Solutions antevê que a taxa de referência, que já desceu de 21,75% em abril de 2017 para 11,25% em abril deste ano, desça ainda mais, para 10,5% no final do ano.

O número de mortos em África devido à covid-19 subiu para 4.493, em mais de 157 mil casos, nos 54 países, segundo os dados mais recentes da pandemia no continente.

Moçambique regista 316 casos de infeção pelo novo coronavírus e dois mortos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 382 mil mortos e infetou mais de 6,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,7 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Publicidade