Os alunos do ensino secundário e as crianças das creches regressam hoje às escolas, que começam a funcionar com novas regras, como o distanciamento social, para minimizar os perigos de contágio do novo coronavírus.

Passam dois meses desde que as crianças e alunos do ensino básico e secundário começaram a ter aulas à distância, por imposição do Governo como forma de tentar conter a pandemia de covid-19, que já provocou mais de mil mortos em Portugal.

Os diretores das creches sabem que a maioria das crianças não regressará hoje, mas garantem que os estabelecimentos estão preparados para os receber: com corredores de circulação, com menos crianças por sala ou com mais momentos de higienização dos espaços e brinquedos.

Além disso, todos os funcionários das creches foram submetidos a testes de despistagem, segundo informações avançadas pelo primeiro-ministro António Costa.

Já no ensino secundário, não estão previstos testes à comunidade educativa, decisão que levou a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) a avançar com uma petição exigindo a realização desses testes e que já foi entregue no parlamento para discussão.

Em declarações à Lusa, os diretores garantiram que as escolas estão preparadas para receber os estudantes, tendo já recebido os materiais de higienização dos espaços assim como as máscaras, que passam a ser obrigatórias entre funcionários e alunos.

O Ministério da Educação deu autonomia às escolas para contratar mais professores, uma vez que algumas turmas serão divididas em dois grupos para garantir que é cumprido o distanciamento social definido nas orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação aos trabalhadores não docentes, as escolas poderão chamar aqueles que normalmente exercem funções em escolas que vão continuar encerradas, uma vez que só vão reabrir cerca de 500 estabelecimentos de ensino.

Entretanto, no ensino superior, alguns alunos já regressaram às aulas presenciais e de laboratório, seguindo as orientações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) que recomendou às instituições que iniciasse uma reabertura gradual a partir de 4 de maio.

Na semana passada, o primeiro-ministro sublinhou a importância do retomar das aulas presenciais para preparar o próximo ano letivo.

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