Vários deputados de Macau apelaram hoje ao Governo do território que peça a Pequim a criação de um atestado de saúde para atrair visitantes ao território, que é altamente dependente do turismo chinês.

A pandemia da covid-19 na China continental “está a ficar estável e sob controlo” e o país tem estado a promover “através do reconhecimento mútuo dos códigos de saúde” a retoma da atividade económica, justificaram os deputados Ma Chi Seng e Lao Chi Ngai, durante um debate na Assembleia Legislativa.

Por essa razão, e além das políticas locais de apoio económico aos residentes e empresas, deve ser criado um atestado de saúde válido em Macau porque “os turistas constituem um fator crucial” no território que recebeu quase 40 milhões de visitantes em 2019, a esmagadora maioria proveniente da China.

O Governo deve assim pedir a Pequim “a entrada em Macau dos portadores de código de saúde verde e de documento de acesso válido de Zhuhai ou de Guangdong, como vista à recuperação ordenada da economia de Macau”, consideraram os dois deputados.

A China cancelou os vistos individuais para os turistas chineses visitarem Macau.

Na mesma linha, também o deputado Song Pek Kei afirmou: “o Governo deve encontrar mais meios para eliminar os obstáculos (…) e criar um canal verde de saúde, para atrair, de forma ordenada, visitantes, com vista à recuperação da economia”.

Numa primeira fase, de forma a estagnar o surto da covid-19, em fevereiro, as autoridades da capital mundial do jogo avançaram para medidas que acabaram, praticamente, por paralisar a economia, como o fecho por 15 dias dos casinos, em fevereiro.

As escolas fecharam, os estabelecimentos de diversão noturna e a esmagadora maioria dos funcionários públicos passou a trabalhar a partir de casa.

Macau registou 45 infetados desde o início do surto do novo coronavírus.

Depois de o território ter estado 40 dias sem identificar qualquer infeção, a partir de meados de março foram identificados 35 novos casos, todos importados.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 131 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios.

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