O Governo angolano decidiu parar a avaliação de propostas e a adjudicação do concurso para a refinaria do Soyo devido ao estado de emergência declarado por causa da pandemia de covid-19.

Segundo um comunicado do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, o anúncio do grupo vencedor que estava previsto para terça-feira fica adiado “para uma data a anunciar tão logo as condições o permitirem”.

Das 31 propostas submetidas ao concurso público para a construção da refinaria do Soyo, foram selecionadas nove empresas e consórcios.

O estado de emergência declarado para todo o território nacional teve início no dia 20 e vai durar 15 dias prorrogáveis, implicando limitações à movimentação e agrupamento de pessoas.

A nova refinaria de petróleo do Soyo terá uma capacidade de processamento até 100 mil barris de petróleo bruto por dia e deverá entrar em funcionamento três anos após a adjudicação

Com a construção de três novas refinarias (Soyo, Cabinda e Lobito) e a requalificação da instalação de Luanda, que data da década de 60, para poder triplicar a produção de gasolina, Angola terá capacidade para cobrir a procura interna anual e dos próximos 10 a 20 anos.

Angola registou no domingo as duas primeiras mortes de pessoas infetadas com o vírus da covid-19 e o número de casos positivos subiu para sete, anunciou nesse dia a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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