O Governo angolano gastou mais de 4,5 mil milhões de kwanzas (8,3 milhões de euros) no combate à pandemia de covid-19, tendo ainda mais 14 mil milhões de kwanzas (27,1 milhões de euros) de despesas já comprometidas.

A informação consta num comunicado de imprensa da Comissão Multissetorial para Prevenção e Combate à Covid-19, a que a Lusa teve acesso, segundo o qual o valor das doações de pessoas singulares, organizações empresariais, embaixadas de países acreditados em Angola, igrejas, organizações não-governamentais e outras, atinge mais de 510 milhões de kwanzas (870.142 euros).

“Diversas empresas, entre elas bancos, decidiram oferecer equipamentos, material de biossegurança e outros meios, que pagaram diretamente a fornecedores estrangeiros e que a comissão interministerial espera receber em breve”, adianta a nota.

Segundo a comissão interministerial, a ajuda acima descrita está cifrada em 6,2 milhões de dólares (5,7 milhões de euros), sendo que neste último pacote, há ainda a incluir uma encomenda de meios assistenciais feita por um banco de capitais nacionais, no valor de 772.285 euros.

A comissão responsável pela prevenção e combate ao novo coronavírus em Angola salienta que, além dos montantes em dinheiro, recebeu também “quantidades generosas de bens alimentares, pulverizadores, reservatórios de água em plástico, materiais de limpeza e desinfeção, como detergentes e sabão e viaturas”.

Todo o apoio, acrescenta a nota, decorre de “um amplo movimento de solidariedade que se desencadeou no país e tudo indica venha a conhecer maior adesão nos próximos dias”.

“Vale destacar que as doações em dinheiro que chegam à Comissão Interministerial compreendem um espetro que vai desde singulares, que oferecem vinte e cinco milhões de kwanzas (42.654 euros), por vezes mais até, a cidadãos que depositam duzentos kwanzas (0,34 euros), numa demonstração de que querem contribuir com o pouco que têm, independentemente das suas próprias dificuldades do quotidiano”, sublinha o comunicado.

Angola anunciou, domingo, quatro novos casos de infeção por coronavírus, elevando para 14 o número total de infetados. Entre estes, contabilizam-se dois mortos e dois recuperados.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Dos casos de infeção, mais de 238 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 664 mil infetados e mais de 49 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 15.887 óbitos em 128.948 casos confirmados até hoje.

A pandemia afeta já 51 dos 55 países e territórios africanos, com mais de 8.500 infeções e mais de 360 mortes, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC). São Tomé e Príncipe permanece como o único país lusófono sem registo de infeção.

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