A manutenção da cerca sanitária em Luanda até 10 de julho, anunciada quinta-feira à noite, é justificada pelo Governo angolano com a situação epidemiológica “preocupante”, suscetível de causar transmissão comunitária ativa de covid-19, segundo um diploma consultado pela Lusa.

A medida foi revelada no mesmo dia em que Angola anunciou o maior número de casos positivos da doença – 15 – elevando o número de infetados para 212.

Um decreto executivo conjunto dos ministérios angolanos da Saúde e Interior, publicado hoje no Diário da República, determina o prolongamento da cerca sanitária da província de Luanda, onde se registaram 198 destes casos, das 00:00 de 26 de junho até às 23:59 do dia 10 de julho de 2020.

O diploma que fala numa “situação preocupante” com risco de rápida propagação, podendo dar origem a novas cadeias de transmissão em zonas vizinhas, sublinha a necessidade de adotar “medidas urgentes” na província de Luanda, no âmbito da declaração de calamidade pública.

Durante o período em que vigora a cerca sanitária, as fronteiras da província estão sujeitas a controlo sanitário, salvaguardando-se as entradas e saídas de bens e serviços essenciais, bem como de doentes e ajuda humanitária e “outras situações a determinar pelas autoridades competentes”.

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