Covid-19: Governo brasileiro reserva 80 imóveis para hospitais de campanha

0
Fachada do Hospital Israelita Albert Einstein. O presidente eleito Jair Bolsonaro esteve no Einstein e foi submetido a exames laboratoriais, de imagem e consultas médicas.

O Governo brasileiro reservou 80 imóveis pertencentes ao Estado, entre eles o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, para a construção de hospitais de campanha, como forma de enfrentar a pandemia do novo coronavírus, segundo a imprensa local.

Os edifícios em causa, que vão de prédios históricos a armazéns, estavam sem uso e, alguns deles, em lista para serem vendidos, de acordo com o jornal Estadão.

Entre as estruturas visadas estão o Parque Olímpico da Barra, onde se realizaram competições nos Jogos Olímpicos de 2016, e o Edifício A Noite, que chegou a ser o maior arranha-céus da América Latina, na década de 1930, ambos localizados no estado do Rio de Janeiro.

“Precisamos de ter alternativas para a possibilidade de o sistema público de saúde colapsar. Existem diferentes cenários, quanto mais a curva (de infetados) subir, maior será a necessidade de atendimento. Nesse sentido, o Governo já está com uma área mapeada”, indicou na sexta-feira o secretário de Coordenação do Património da Estado do Ministério da Economia, Fernando Bispo.

Foram reservados espaços em todas as regiões do Brasil, nas 27 unidades federativas do país (26 estados e o Distrito Federal).

Há também três estádios na lista de espaços que receberão hospitais de campanha, localizados em áreas pertencentes ao Estado brasileiro, mas cedidas a clubes desportivos.

De acordo com o secretário, mais espaços poderão vir a ser reservados no futuro, dependendo do avanço da pandemia no país.

O Brasil tem 359 mortos e 9.056 infetados pelo novo coronavírus, tendo o país sul-americano registado um aumento de 60 óbitos e 1.146 casos confirmados nas últimas 24 horas, informou na sexta-feira o Governo brasileiro.

Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a taxa de letalidade da covid-19 no Brasil subiu hoje para 4%, tendo sido batido o recorde de mortes (60) num único dia, desde o início da pandemia no país.

São Paulo continua a ser a unidade federativa do Brasil com maior número de casos confirmados, registando 219 vítimas mortais e 4.048 pessoas infetadas. Contudo, a maior incidência de casos está no Distrito Federal, que se destaca com 13,2 casos por cada 100 mil habitantes.

Todos os estados do nordeste, sudeste, centro-oeste e sul do Brasil têm agora mortes por coronavírus. A exceção é a região norte, que tem apenas três dos seus sete estados com registo de óbitos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 57 mil.

Dos casos de infeção, mais de 205 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 587 mil infetados e quase 42 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 14.681 óbitos em 119.827 casos confirmados até hoje.

Publicidade