O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças disse hoje que o Governo tem mais de cinco milhões de contos de garantia previstos para conceder ainda este ano às empresas privadas, e um conjunto de instrumentos que estão disponíveis.

Olavo Correia fez esta afirmação à imprensa, à margem do encontro que realizou às três instituições do ecossistema de financiamento, nomeadamente a Pro Empresa, Pro Capital e Pro Garante.

Na ocasião, o governante avançou que foram criados vários instrumentos de apoio ao sector privado, destacando as linhas de financiamento, linhas de garantia, seguro de crédito de exportação e sistema de bonificação de juros.

Nesta linha, salientou que o Governo já tem em carteira 1.500.000 contos de créditos concedidos ao abrigo da linha covid, e mais de cinco milhões de contos de garantia previstos para conceder ainda este ano.

Entretanto indicou que esses apoios serão destinados às “empresas que sejam cumpridoras com o fisco”, com segurança social e com suas obrigações, por forma a não se “transportar uma responsabilidade” para o futuro e recair a todos os contribuintes.

“Quando o Estado emite uma garantia bancária a uma empresa, que seja incumpridora e ou incapaz de pagar esse financiamento no futuro, quem vai pagar essa responsabilidade são os contribuintes”, explicou, sublinhando a necessidade de cautela e rigor na gestão do risco, ao mesmo tempo de avaliações com celeridade dando respostas.

Segundo Olavo Correia, “os desafios são enormes” para o sector privado, sobretudo nesta fase de gestão da covid-19, mas também da fase de recuperação, manifestando que o Governo e o sector devem “criar um melhor ambiente” possível para fazer face a esse grande desafio que o país está a confrontar.

“Não sabemos quando é que vai sair a vacina, não sabemos quando é que haverá o desconfinamento de Cabo Verde ao mundo, portanto, estamos na incerteza absoluta, no que tange a essa pandemia”, reiterou.

Revelou que neste quadro de pandemia os desafios aumentam e é preciso ser cada vez mais célere em relação à abordagem, mas também a capacidade de resposta tende a aumentar, porque há mais empresas e mais necessidades.

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