“Poderá haver uma possível depreciação do metical face ao dólar, com impacto nos preços internos”, disse Filimão Suaze, porta-voz do Conselho de Ministros.

Filimão Suaze, que falava após uma sessão extraordinária do Conselho de Ministros, em Maputo, acrescentou que no mercado interno pode haver uma restrição nas ofertas de material de construção, bens e artigos manufaturados.

O Governo moçambicano prevê ainda “um incumprimento” dos prazos nas entregas de vários produtos devido a interrupção de produção na China, de onde Moçambique importa diversos produtos.

O executivo prevê ainda uma possível quebra nos produtos de logística e transporte que poderá afetar o abastecimento de produtos, equipamento, maquinaria, mobiliário e trigo.

“Não é nada exclusivo ao nosso país, são situações que estão a ser observadas noutros países”, disse o porta-voz do Governo moçambicano, admitindo que pode igualmente haver corrida aos mercados para aquisição de produtos básicos.

“São análises, estudos, previsões” e todos os planos definidos até agora são de natureza genérica, explicou.

Em Moçambique ainda não há registo de qualquer caso de Covid-19.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 125 mil pessoas, com casos registados em cerca de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados.

A China registou nas últimas 24 horas 15 novos casos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro.

Até à meia-noite de quarta-feira (16:00 horas em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu em 11, para 3.169. No total, o país soma 80.793 infetados.

Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.

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