O Governo de São Tomé e Príncipe vai propor ao Presidente da República, Evaristo Carvalho, a prorrogação do estado de emergência por mais 15 dias, devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, anunciou hoje o primeiro-ministro.

“Atendendo à evolução dramática da pandemia covid-19 no mundo e considerando que internamente ainda não estão reunidas todas condições de diagnósticos e respostas, o Governo vai propor ao Sr. Presidente da República a prorrogação do estado de emergência por mais 15 dias”, justificou Jorge Bom Jesus.

O estado de emergência decretado pelo chefe de Estado entrou em vigor em 20 deste mês e termina em 03 de abril.

O chefe do executivo são-tomense, que falava no final de uma reunião do comité de crise criado no âmbito da prevenção e propagação do novo coronavírus, reiterou que o seu país não tem nenhum caso suspeito de covid-19 “que suscite inquietação”.

O governante referiu-se às amostras recolhidas nos quatro centros de quarentena e enviadas num voo da TAP para análise no Instituto Ricardo Jorge, em Portugal, e pediu “união, solidariedade, maturidade política e muita responsabilidade dos decisores políticos” no combate à doença.

“As agendas pessoais ou de grupos não podem sobrepor-se aos superiores interesses da nação são-tomense”, lembrou Jorge Bom Jesus, sublinhando que o seu governo “continua a trabalhar nas várias frentes de prevenção e combate” à pandemia.

Jorge Bom Jesus disse que o executivo está a trabalhar “na finalização de um plano de mitigação do impacto económico, financeiro e social”, devido à covid-19, que será aprovado na próxima sessão do Conselho de Ministros, “cujas linhas orientadoras foram partilhadas com os parceiros de concertação social”.

O primeiro-ministro referiu que alguns cidadãos estrangeiros continuam retidos em São Tomé “por ausência de voos”, sublinhando ter “orientado o ministro da Defesa e Ordem Interna para autorizar a prorrogação automática dos vistos de permanência por 30 dias sem custos adicionais”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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