O Governo timorense começou hoje a analisar um conjunto de medidas a implementar a curto-prazo, ainda este ano, para responder ao impacto da pandemia da covid-19 no país, informou o executivo.

“Apesar de as medidas adotadas pelo Governo durante a vigência do estado de emergência terem contribuído para assegurar postos de trabalho e apoiar as empresas, bem como para manter os níveis de consumo dos trabalhadores e das famílias, prevê-se a necessidade de manter ou criar novas medidas ainda em 2020”, refere o Governo em comunicado.

As medidas, refere, incluem programas para “apoiar a satisfação das necessidades básicas dos cidadãos, apoiar trabalhadores do setor informal, manter postos de trabalho e rendimentos e manter empresas no mercado”.

O assunto foi debatido na reunião de hoje do Conselho de Ministros, que ouviu uma apresentação do ex-ministro das Finanças, Rui Gomes, atual presidente da Comissão para a Elaboração do Plano de Recuperação Económica.

Na apresentação de hoje, Rui Gomes deu conta da conjuntura internacional e do impacto em termos económicos, de saúde e educação, com um diagnóstico sobre a situação socioeconómica em Timor-Leste e depois da covid-19.

Na tomada de posse da comissão, o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, afirmou que o plano de recuperação económica vai procurar consensos sobre as prioridades de investimento, na melhoria as condições de vida da população e na resposta aos desafios de Timor-Leste.

As cinco áreas de atuação principais são a “social, económica, infraestruturas, institucional e ambiental”, notando que importa “elevar os rendimentos dos cidadãos e combater as desigualdades sociais e regionais”.

A curto e médio prazo, quer ainda “reduzir a dependência do Fundo Petrolífero”, principal fonte de financiamento do Orçamento Geral do Estado (OGE) e, por inerência, da economia timorense.

O Governo mantém o foco nas áreas planeadas em 2019, que visam possibilitar “o aumento da eficiência governativa”, “o aumento da produtividade e do emprego” e “o reforço da capacidade de resiliência nas áreas de saúde, educação, segurança alimentar e outras áreas para o aumento da capacidade de resistência a momentos de crise”, afirmou.

Ainda que em Timor-Leste, em termos de saúde, o impacto da pandemia tenha sido limitado até agora – o país não tem casos ativos depois de um máximo de 24 pacientes positivos -, o mesmo não se pode dizer do significativo impacto social e económico “com perda de postos de trabalho e queda de rendimentos”, considerou.

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