O número de infeções pelo novo coronavírus na Guiné-Bissau subiu hoje para 1.089, depois de terem sido registados mais 51 novos casos, informou o Centro de Operações de Emergência Médica (COES).

Segundo o coordenador do COES, Dionísio Cumba, nas últimas 24 horas foram confirmados mais 51 novos casos de covid-19, elevando o número de registos acumulados para 1.089.

O médico guineense referiu que se manteve o número de vítimas mortais em seis e o de recuperados em 42.

Dionsío Cumba explicou que deverá haver mais recuperados, mas aguardam a chegada de material de laboratório de Portugal para confirmar que as pessoas estão curadas de covid-19.

O coordenador do COES informou também que há 34 pessoas internadas em estabelecimentos hospitalares, nomeadamente 13 no Hospital Nacional Simão Mendes, cinco dos quais em estado grave, e 21 no hospital de Cumura.

Em relação ao isolamento comunitário, o médico precisou que há 86 pessoas em confinamento em duas unidades hoteleiras do país.

No âmbito do combate à pandemia, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, decretou o estado de emergência, até 26 de maio, e o recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00 no país.

Além destas medidas, as pessoas só podem circular entre as 07:00 e as 14:00 locais.

Em África, há 2.919 mortos confirmados, com mais de 91 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.089 casos e seis mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (719 casos e sete mortos), Cabo Verde (349 casos e três mortes), São Tomé e Príncipe (251 casos e oito mortos), Moçambique (156 casos) e Angola (52 infetados e três mortos).

O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com mais de 17.900 mortes e mais de 271 mil infeções.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 323 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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