As autoridades no poder na Guiné-Bissau anunciaram a suspensão da circulação dos transportes públicos a partir de hoje no setor autónomo de Bissau e a partir de sábado nas outras regiões do país no âmbito ao combate à covid-19.

Em comunicado, o Ministério do Interior do Governo de Nuno Nabian, nomeado pelo autoproclamado Presidente, Umaro Sissoco Embaló, faz saber que doravante fica interdita a circulação dos transportes públicos em Bissau, com exceção aos táxis.

O documento refere que a “problemática do novo coronavírus vem, crescentemente, atormentando” a Guiné-Bissau e sendo que a concentração de pessoas é um dos meios de contágio, o Ministério do Interior vê-se na contingência de reduzir a circulação dos transportes públicos.

Nas ruas de Bissau, apenas alguns táxis estão a circular e em certos casos o preço da viagem aumentou, com os motoristas a alegarem que foram obrigados, pelos serviços de Viação e Transportes Terrestres, a reduzir o número de passageiros por viagem.

Esta manhã era visível um aumento de pessoas a andarem a pé em Bissau, embora seja também percetível uma redução de carros na via pública.

A interdição de circulação dos transportes públicos junta-se a um conjunto de medidas já tomadas pelas autoridades no poder no país no âmbito do combate à doença.

Na semana passada, as autoridades decidiram pelo encerramento de fronteiras, com exceção para abastecimento de produtos de primeira necessidade e urgências médicas.

As autoridades encerraram também escolas públicas e privadas, mercados nacionais e todo o comércio, que não forneça bens de primeira necessidade.

Foi também decidido fechar locais de culto, nomeadamente à sexta-feira, sábado e domingo, piscinas, praias e complexos de lazer e desportivos.

A Guiné-Bissau vai atravessar esta pandemia no meio de uma crise política, após Sissoco Embaló se ter autoproclamado Presidente enquanto ainda decorre no Supremo Tribunal de Justiça um recurso do candidato Domingos Simões Pereira, que alega irregularidades nas eleições de 29 de dezembro.

Depois de ter tomado posse, Embaló nomeou um Governo que ocupou os ministérios com apoio de militares, mas recusa que esteja em curso um golpe de Estado no país e diz que aguarda a decisão do Supremo sobre o contencioso eleitoral.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.

O continente africano registou 58 mortes devido ao novo coronavírus, aproximando-se dos 2.000 casos em 45 países e territórios, segundo as estatísticas mais recentes.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena, estado de emergência e o encerramento de fronteiras, como é o caso da Guiné-Bissau.

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