O número de pessoas infetadas pelo novo coronavírus na Guiné-Bissau subiu de 18 para 33, anunciaram as autoridades sanitárias, que alertaram que os casos podem aumentar.

A informação foi avançada na conferência de imprensa diária de balanço da evolução da doença pelos médicos Tumane Baldé e Dionísio Cumba, do Centro Operacional de Emergência em Saúde (COES), instituição criada pelas autoridades para lidar com a pandemia de covid-19 na Guiné-Bissau.

As análises feitas nas últimas 24 horas no Laboratório Nacional da Saúde Pública, em Bissau, determinaram que 15 pessoas (nove do sexo masculino e seis do sexo feminino) testaram positivo, indicou Tumane Baldé.

O responsável admitiu ser uma “subida drástica que poderá continuar a ser verificada nos próximos dias”, dada a forma como os guineenses estão a encarar a doença.

Uma das fontes de infeção na Guiné-Bissau é um empresário português que esteve no país, estando agora as autoridades sanitárias a rastrear todos os contactos que manteve antes de voltar para Portugal, observou Baldé.

Todos os 33 infetados são pessoas residentes em Bissau, notou Tumane Baldé.

Dionísio Cumba, outro médico da equipa do COES, indicou que dos 33 infetados já confirmados, a maioria são pessoas jovens, com idades entre 20 e os 36 anos. Estão ainda infetados uma criança de oito anos e um adulto de 59 anos.

Existe também uma lista de 35 pessoas suspeitas, cujos resultados das análises serão conhecidos na terça-feira.

No âmbito do combate ao novo coronavírus, as autoridades guineenses declararam o estado de emergência, bem como o encerramento das fronteiras aéreas, terrestres e marítimas na Guiné-Bissau, medidas que foram acompanhadas de uma série de outras restrições à semelhança do que está a acontecer em vários países do mundo.

Uma das restrições só permite que as pessoas circulem entre 07:00 e as 11:00 locais (menos uma hora que em Lisboa).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Segundo o boletim do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana, a covid-19 já provocou no continente africano 414 mortos e há 9.198 casos confirmados.

O CDC registou também 813 doentes recuperados após a infeção.

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