Macau importou em fevereiro o valor mensal mais baixo desde março de 2011 devido ao “decréscimo das atividades económicas” no território causado pelo surto da covid-19, foi hoje anunciado.

Em fevereiro, Macau importou 3,87 mil milhões de patacas (434 milhões de euros) de mercadorias: o “valor mensal foi o mais baixo desde março de 2011, tendo-se registado uma queda de 30,3%, face a fevereiro de 2019”, indicou a Direção dos Serviços de Estatística e Censos de Macau.

“Uma vez que a necessidade da importação de mercadorias diminuiu, em consequência do decréscimo das atividades económicas em Macau, que se deveu à epidemia da pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus”, justificaram as autoridades.

Houve, contudo, duas exceções à regra: “o valor importado de outros artigos confecionados de matérias têxteis, a maioria dos quais máscaras, cresceu significativamente, 854,6%, e o valor importado de produtos farmacêuticos subiu 57,6%”.

Quanto às exportações, o território exportou 911 milhões de patacas (102 milhões de euros) de mercadorias, uma diminuição de 1,4%, em termos anuais.

Assim, informaram, o défice da balança comercial de fevereiro foi de 2,96 mil milhões de patacas (332 milhões de euros).

As autoridades informaram ainda que entre janeiro e fevereiro os países de língua portuguesa exportaram menos 19,2% de mercadorias para Macau. Ao todo, os países de língua portuguesa exportaram para Macau mercadorias no valor de 130 milhões de patacas (14,6 milhões de euros).

Por outro lado, Macau a exportação para os países de língua portuguesa diminuiu 83%.

As autoridades de Macau anunciaram hoje mais um caso de contágio da covid-19, elevando o número de infetados para 38 desde o início do surto do novo coronavírus.

Após Macau ter estado 40 dias sem identificar qualquer infeção, nas últimas duas semanas foram identificados 28 novos casos, todos importados.

Em fevereiro, Macau registou uma primeira vaga de 10 casos da covid-19, já todos com alta hospitalar.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 697 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 33.200.

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