Macau alargou hoje a isenção de quarentena para residentes no território que se desloquem a nove cidades da Grande Baía, na província de Guangdong, no interior da China.

“A partir de hoje vamos ter mais pessoas a circular” que vão ser “incluídas na lista de isenção de quarentena”, informaram as autoridades de Macau durante a conferência de acompanhamento da covid-19.

Em comunicado divulgado no domingo, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus anunciou o alargamento da isenção de quarentena, até aqui válida apenas para as deslocações à cidade vizinha de Zhuhai, e mais oito localidades da Grande Baía, incluindo Cantão, capital da província de Guandong, Shenzhen, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing.

As autoridades estabeleceram uma quota diária de três mil pessoas para estas deslocações, devendo os interessados apresentar “motivo oficial, comercial ou outros motivos específicos” para a viagem “a alguma das nove cidades agora isentadas”, além de teste negativo de ácido nucleico, válido durante sete dias.

Após a entrada em Zhuhai, os requerentes podem circular durante um período “máximo de 14 dias” naquelas localidades, “no âmbito das atividades declaradas”.

Macau registou em 25 de junho o mais recente caso de covid-19, o primeiro desde 09 de abril: um residente de Macau, de nacionalidade filipina, que chegou ao território “vindo de Manila, via Hong Kong”, através do corredor marítimo especial entre os dois territórios, em vigor até 16 de julho.

Macau estava sem registar novos casos desde 09 de abril e desde 19 de abril que não tinha qualquer caso ativo, depois de o último paciente ter recebido alta hospitalar.

As autoridades consideraram também “improvável” a possibilidade de infeção no território de uma imigrante filipina que deixou Macau em 18 de junho, tendo sido diagnosticada com covid-19 em 02 de julho, nas Filipinas.

“Cremos que esta senhora foi infetada nas Filipinas”, adiantaram as autoridades, que indicaram que vão “continuar a contactar as pessoas que tiveram contacto com ela e organizar testes de ácido nucleico”, sublinhando que “as Filipinas registaram quase 2.400 casos num só dia” e que Macau não registava novos casos há semanas, quando a imigrante deixou o território.

“É muito mais provável que tenha sido contaminada nas Filipinas”, disse o médico-adjunto da direção de Saúde, Lo Iek Long.

Macau foi dos primeiros territórios a identificar casos de infeção com a covid-19, antes do final de janeiro. O território registou então uma primeira vaga de dez casos. Seguiu-se outra de 35 casos a partir de março, todos importados, uma situação associada ao regresso de residentes, muitos estudantes no ensino superior em países estrangeiros.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 531 mil mortos e infetou mais de 11,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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