Nas últimas 24 horas não foram registados casos confirmados”, afirmou o médico adjunto da direção do Centro Hospitalar Conde São Januário, Lei Wai Seng, em conferência de imprensa.

“Temos 1.288 casos suspeitos, sete em isolamento e já foram excluídos 1.272 casos”, disse o responsável, acrescentando que “17 pessoas vão sair” de isolamento ainda hoje.

O responsável indicou esperar que “nos próximos dias” que mais casos de Covid-19, designação atribuída pela Organização Mundial de Saúde ao novo coronavírus, recebam alta. O primeiro caso confirmado da doença em Macau foi anunciado em 04 de fevereiro.

Em relação às entradas e saídas no território de administração chinesa, 53 mil pessoas passaram por todas as fronteiras de Macau na sexta-feira, o que representa “um aumento em comparação com o dia anterior”, mas uma descida de 90% em relação a 2019, indicou o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP).

No entanto, disse, entre 27 de janeiro e sexta-feira, 2,03 milhões de pessoas passaram pelas fronteiras de Macau, o que representa uma quebra de 80,5% em relação ao ano passado.

As autoridades do território voltaram a reforçar o apelo à população para se manter em casa e evitar concentrações de pessoas, para prevenir a propagação do vírus, um dia depois de terem anunciado que os serviços públicos básicos vão ser retomados gradualmente, a partir de segunda-feira.

Além do uso de uma máscara e de serem sujeitos a monitorização da temperatura corporal, vai exigir-se a quem recorra aos serviços públicos de Macau uma declaração de saúde que ‘ateste’ que a pessoa não tem febre ou tosse. Caso contrário, serão barradas à entrada.

A declaração não é um atestado de saúde, não é passada pelos médicos ou pelos serviços de saúde, é eletrónica e voluntária, tem de ser preenchida no mesmo dia e pode ser mostrada no telemóvel.

O secretário para a Economia e Finanças sublinhou que se “o risco aumentar” serão tomadas “medidas mais rigorosas”, incluindo “controlo das fronteiras”.

Por outro lado, Lei Wai Nong destacou que esta é uma “etapa muito difícil” em termos económicos, mas se as empresas do território “aguentarem e mantiverem os empregos dos trabalhadores” será possível recuperar. No entanto, alertou, “se tiverem que despedir, terão de respeitar a legislação laboral”.

Na quinta-feira, o Governo de Macau anunciou benefícios fiscais para empresas e população, uma linha de empréstimos bonificados para as PME [Pequenas e Médias Empresas] e medidas de apoio social para reduzir o impacto económico devido ao coronavírus Covid-19, estimadas em 20 mil milhões de patacas (2,3 mil milhões de euros).

A população de Macau vai ficar isenta do pagamento das tarifas de energia elétrica e tarifas de água entre março e maio.

A nível social, para os mais carenciados, soma-se uma nova atribuição dos vales de saúde no valor de 600 patacas (68 euros) e atribuição dos dois subsídios extra aos agregados que já beneficiavam de apoio económico.

O Governo vai também entregar vales de consumo eletrónicos para cada residente de Macau no valor de três mil patacas (350 euros).

Atualmente com sete casos de infeção pelo coronavírus, Macau fechou os casinos por 15 dias e determinou o encerramento de estabelecimentos de diversão noturna, espaços desportivos e culturais, enviou alunos e funcionários públicos para casa, onde trabalham à distância.

As medidas excecionais de prevenção praticamente paralisaram a economia da capital mundial do jogo e cuja indústria turística é também muito dependente dos visitantes oriundos da China continental (que exclui os territórios de Macau e Hong Kong), onde o coronavírus Covid-19 já matou 1.523 pessoas e infetou mais de 65 mil em todo o mundo.

A nível mundial, o coronavírus Covid-19 provocou 1.527 mortos. Além de 1.523 mortos na China continental, há a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão e um em França.

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