O Serviço Nacional de Migração (Senami) de Moçambique recusou a entrada no país a 419 cidadãos estrangeiros de várias nacionalidades, no período compreendido entre 21 a 27 de março, anunciou fonte da instituição.

A maior parte dos casos deve-se as restrições de entrada resultantes das medidas de prevenção da doença respiratória covid-19 anunciadas pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, a 20 de março.

Do total, a maioria dos casos, 344, dizem respeito a cidadãos de nacionalidade sul-africana, seguindo-se os viajantes do Zimbábue (18) e do Reino Unido (10).

Os postos de travessia que registaram o maior número de recusas foram os de Ressano Garcia (382 casos) e Aeroporto internacional de Maputo (32 casos).

O Senami registou uma redução de passagens da ordem de 36% em relação ao período similar de 2019 e só o transporte de mercadorias não tem sofrido limitações.

Moçambique vive em estado de emergência durante todo o mês de abril com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e aglomerações superiores a 20 pessoas e limitações na lotação de transportes.

Durante o mesmo período, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.

O país regista oficialmente 10 casos de infeção pelo novo coronavírus, sem mortes.

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