O número de casos da covid-19 na Guiné-Bissau aumentou hoje para 836, mantendo-se os três mortos, segundo os dados divulgados pelo Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES) guineense.

Segundo Dionísio Cumba, coordenador do COES, das últimas análises realizadas pelo Laboratório Nacional de Saúde Pública referente a novos casos suspeitos, 16 deram positivo, elevando o número total acumulado no país para 836.

“O número de recuperados (26) mantém-se, bem como os três óbitos”, disse.

O médico guineense afirmou também que estão a ser investigadas as causas de duas mortes registadas.

O coordenador do COES precisou que há 21 pessoas internadas, nomeadamente 18 no Hospital Nacional Simão Mendes e três no Hospital de Cumura. Das 21 pessoas internadas, duas estão em estado grave.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou na segunda-feira o estado de emergência no país até 26 de maio, e decretou o recolher obrigatório para o período entre as 20:00 e as 06:00 e o uso obrigatório de máscaras.

No âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus, as autoridades guineenses encerraram também as fronteiras, serviços não essenciais, incluindo restaures, bares e discotecas e locais de culto religioso, proibiram a circulação de transportes urbanos e interurbanos e limitaram a circulação de pessoas ao período entre as 07:00 e as 14:00 horas.

O número de mortos da covid-19 em África subiu hoje para os 2.406, com quase 70 mil infetados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (836 casos e três mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (439 casos e quatro mortos), Cabo Verde (267 casos e duas mortes), São Tomé e Príncipe (231 casos e sete mortos), Moçambique (104 casos) e Angola (45 infetados e dois mortos).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 292 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

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