Um total de 1.807 pessoas morreram na China continental devido ao novo coronavírus (Covid-19), segundo o mais recente balanço das autoridades locais, divulgado, que contabiliza 93 novas mortes na província de Hubei, no centro do país.

As autoridades de saúde da província de Hubei, epicentro da epidemia, registaram 1.807 novos casos de infeção, um recuo face ao balanço de segunda-feira, que era de 2.048.

Em toda a China continental, o Covid-19 infetou 72.300 pessoas.

De acordo com as autoridades chinesas, a propagação do novo coronavírus está em vias de ser controlada, uma vez que o número de casos de infeção reportados fora de Hubei está a diminuir.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou na segunda-feira para o excesso de otimismo, considerando que a tendência para a diminuição do número de novos casos “deve ser interpretada com muita prudência”.

O Covid-19, vírus que causa infeções respiratórias como pneumonia, foi detetado em dezembro em Wuhan, na província de Hubei, onde várias cidades foram colocadas sob quarentena, medida que abrange cerca de 60 milhões de habitantes.

Além dos 1.807 mortos contabilizados na China continental, há a registar um morto na região de Hong Kong. Fora da China, há um morto nas Filipinas, um no Japão, um em França e um em Taiwan.

Em Portugal houve já uma dezena de casos suspeitos, mas nenhuma infeção confirmada até agora.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, há 45 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.

A OMS declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional face ao risco elevado de propagação do novo coronavírus à escala global.

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