A oposição timorense pediu hoje explicações ao Governo pelo facto de continuarem por pagar serviços de hotéis e de catering usados pelo Estado para a quarentena decretada devido à pandemia da covid-19.

“O setor privado está a financiar o Estado à custa da sua própria sobrevivência”, disse a deputada do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) disse Teresinha Viegas.

“O que tem o Governo a responder a esta situação injusta e dramática criada com a introdução do estado de emergência”, afirmou a deputada da segunda força política timorense.

Teresinha Viegas disse que os hotéis e serviços de catering operaram e apoiaram o Governo, continuando sem receber o pagamento.

A deputada questionou igualmente o Governo sobre os atrasos nos pagamentos durante o estado de emergência no que toca a várias das medidas socioeconómicas de apoio.

“Quais são os obstáculos e desafios que impedem o Governo de executar o conjunto de medidas de intervenção económica?”, questionou.

A diretora geral dos serviços de saúde, Odete Viegas, admitiu à Lusa os falhanços do executivo no pagamento destes serviços, insistindo que a situação estava a ser resolvida e que os pagamentos iam ser processados o mais rapidamente possível.

Responsáveis de empresas que forneceram esses serviços, ouvidos pela Lusa, lamentaram o atraso nos pagamentos, notando que responderam “de imediato” ao pedido do Governo, fornecendo alojamento e comida para um grande número de pessoas.

Explicaram que quando contactam com o Ministério da Saúde são informados de que os pagamentos, alguns devidos há três meses, “estão a ser processados”, mas sem calendário para a concretização dos pagamentos.

Os hotéis e as empresas envolvidas tiveram que operar num momento em que o país estava em estado de emergência, correndo riscos por acolherem pessoas em quarentena, incluindo alguns que acabaram por testar positivo.

Timor-Leste está atualmente sem casos ativos de covid-19, de um máximo de 24.

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