O plano de incentivo ao consumo de Macau vai injetar até 2,4 mil milhões de patacas (269 milhões de euros) na economia local, em crise devido à covid-19, segundo estimativas divulgadas hoje pelas autoridades.

A criação de um cartão de consumo eletrónico foi uma das medidas tomadas pelo Governo de Macau para relançar a economia e ajudar a população. Entre maio, junho e julho, cada residente de Macau tem direito a três mil patacas (340 euros) para gastar no comércio local. Com esta medida, o Governo de Macau injetou 1,8 mil milhões de patacas (201 milhões de euros) na economia de Macau.

Em conferência de imprensa que serviu para apresentar o relatório intercalar do plano de subsídio de consumo, as autoridades do território indicaram que, até 15 de junho, os 600.171 residentes que aderiram ao programa gastaram um total de 1,46 mil milhões de patacas (164 milhões de euros) do cartão de consumo.

Até 15 de junho, cada residente gastou em média 2.481 patacas do cartão, que tem no total um limite de crédito de três mil patacas (340 euros).

O Governo estimou que este plano de incentivo ao consumo possa trazer benefícios à economia local num montante entre 1,8 milhões de patacas (201 milhões de euros) e 2,4 mil milhões de patacas (269 milhões de euros) .

“Estabilizar o ambiente do consumo, aumentar a confiança das empresas, aliviar a pressão dos residentes, generalizar ainda mais ainda mais o uso de instrumentos de pagamento eletrónico”, melhorando assim o “desenvolvimento futuro por parte dos estabelecimentos comerciais”, foi o balanço feito pelo Governo sobre a utilização dos cartões de consumo.

De acordo com o relatório, do montante total injetado pelo Governo de Macau, 24% foi gasto no setor da restauração, enquanto 70% foi consumido no comércio a retalho.

Na mesma ocasião, o diretor dos Serviços da Economia, Tai Kin Ip, afirmou que “mais de 60% do montante total de transações foi colocado nas PME [pequenas e médias empresas]”.

“Os resultados do inquérito por questionário mostram que mais de 60% dos comerciantes da restauração e mais de 40% dos da venda a retalho indicaram que 50% ou mais de 50% do volume de negócios são provenientes dos cartões de consumo”, indicaram as autoridades na mesma conferência de imprensa.

O Governo de Macau observou ainda que o plano de subsídios de consumo serviu ainda para modificar os hábitos nos métodos de pagamento por parte dos residentes, com um aumento substancial na utilização de pagamentos móveis.

Desde o anúncio do plano, “em fevereiro, até maio, foram instalados mais de 14 mil equipamentos e códigos QR de pagamento móvel nos estabelecimentos comerciais”.

Só no mês de maio, sublinharam as autoridades, os pagamentos móveis subiram 25% e o seu montante aumentou 54%, “em relação ao período anterior da ocorrência da epidemia”.

Ainda este ano, a partir de agosto, cada residente vai beneficiar ainda de mais cinco mil patacas (570 euros) a serem creditadas no cartão de consumo eletrónico.

Macau foi dos primeiros territórios a identificar casos de infeção com a covid-19, no final de janeiro. O território registou então uma primeira vaga de dez casos, e outra de 35, a partir de março.

O território está sem registar novos casos desde 09 de abril, e atualmente não tem qualquer caso ativo, depois de o último paciente ter recebido alta hospitalar em 19 de abril.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 465 mil mortos e infetou mais de 8,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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