O primeiro-ministro de Cabo Verde apelou hoje aos emigrantes cabo-verdianos que cumpram todas as recomendações das autoridades dos respetivos países, pedindo que os reencontros fiquem para depois de ultrapassada a pandemia da covid-19.

“Uma mensagem no sentido de cumprirem tudo aquilo que são as recomendações das autoridades. Autoridades sanitárias, autoridades de proteção civil”, afirmou Ulisses Correia e Silva, na mensagem que dirigiu à diáspora cabo-verdiana.

No arquipélago de Cabo Verde vivem cerca de 600 mil pessoas. No exterior estima-se a presença de um milhão de cabo-verdianos e descendentes, sobretudo nos Estados Unidos, Portugal, França, Itália, Países Baixos e Luxemburgo, países já fortemente afetados pela pandemia da covid-19.

“Onde estivermos, a melhor forma de combater, fazer frente a esta guerra e vencê-la é garantir que todos cumprimos as regras com disciplina, evitar ajuntamentos, fazer proteção individual”, apelou o primeiro-ministro cabo-verdiano.

Cabo Verde regista seis casos da covid-19 confirmados e um óbito e encontra-se isolado do exterior, com todos os voos suspensos.

Num país profundamente católico e com o aproximar da Páscoa, Ulisses Correia e Silva disse que o tempo, também para os cabo-verdianos na diáspora, é de “fazer isolamento social”.

“Quando tudo passar fazemos os reencontros com a família, com os amigos, com a comunidades”, acrescentou o primeiro-ministro.

O número de mortes devido à covid-19 em África subiu para 173, com os casos confirmados a ultrapassarem os 5.000 em 48 países, de acordo com as estatísticas sobre a doença no continente.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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