O Presidente são-tomense prorrogou hoje o estado de emergência, pela quinta vez, justificando que “até à data o quadro epidemiológico” mantém-se grave e devido ao “crescimento exponencial” de infeções e óbitos provocados pelo novo coronavírus.

Num decreto presidencial, Evaristo Carvalho explicou que, “por haver um crescimento exponencial de casos confirmados e de óbitos por covid-19”, é necessário “manter e aprimorar as medidas de combate com vista a controlar a propagação em larga escala da pandemia”.

O estado de emergência foi prorrogado até 15 de junho.

São Tomé e Príncipe registou entre sábado e hoje mais cinco casos positivos do novo coronavírus, aumentando para 484 o número acumulado de pessoas com covid-19 no país, indicou fonte sanitária.

A porta-voz do Ministério da Saúde, Isabel dos Santos, indicou que entre sábado e segunda-feira foram realizados 11 testes rápidos, dos quais cinco deram positivo.

Dos 484 casos, 397 estão em isolamento domiciliar, 68 foram recuperados, sete estão internados no hospital de campanha e 12 resultaram em óbitos desde a declaração da doença no país.

O Governo divulgou hoje nove medidas de restrição, a maioria que resultam apenas de “ajustes” impostos pela situação, destacando-se o confinamento geral obrigatório entre as 18:30 e as 05:00 do dia seguinte.

Uma nova medida entre as nove decretadas pelo executivo refere-se à atribuição da realização dos funerais por covid-19
às câmaras distritais e ao governo regional.

Esses funerais serão financiados pelo Governo com envolvência dos serviços competentes dos ministérios da Saúde e da Defesa e Ordem Interna.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 372 mil mortos e infetou mais de 6,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,5 milhões de doentes foram considerados curados.

Em África, há 4.228 mortos confirmados em mais de 147 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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