O projeto europeu Procultura PALOP-Timor-Leste anunciou hoje um ajuste das suas atividades para permitir aos agentes culturais adaptar os seus projetos para mitigar os efeitos da pandemia de covid-19.

Em comunicado enviado à Lusa o projeto recorda o “contexto particularmente frágil do setor cultural e dos artistas nestes países”, motivo pelo qual “adaptou as atividades para também contribuir para a mitigação dos impactos económicos e sociais da pandemia”.

Entre as medidas, o projeto alargou até 30 de abril os prazos de candidatura ao programa Diversidade, um instrumento de subvenções para pequenos projetos que contribuam para o emprego e diversidade cultural, aberto aos setores público e privado, em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

“Os operadores culturais dos PALOP e Timor-Leste podem conceber ou rever agora as suas propostas à luz das consequências económicas e sociais, dificuldades ou eventuais oportunidades criadas pelas medidas de emergência de saúde pública nas suas áreas de atividade”, explica o comunicado.

Ficam ainda abertas até 01 de julho as candidaturas para atribuição de bolsas internacionais de licenciatura e mestrado para o próximo ano letivo, nas áreas da música e artes cénicas.

Na eventualidade das medidas de emergência de saúde pública que limitam a circulação internacional não serem levantadas a tempo do início do ano letivo, “as candidaturas serão automaticamente consideradas para o próximo ano”.

No caso dos cursos intensivos sobre Empreendedorismo Cultural e Fontes de Financiamento em São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, a formação poderá ser feita online se as restrições às viagens se mantiverem.

Em Moçambique a realização do curso de Pedagogia e Didática da Literatura Infantojuvenil, virado para educadores, professores e profissionais das escolas de formação inicial de professores, fica à espera do fim das atuais restrições.

O Projeto Procultura PALOP-Timor-Leste está orçado em 19 milhões de euros, sendo 17,7 milhões financiados pela União Europeia, 1,2 milhões pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e 90 mil euros pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Pretende apoiar projetos para criação de emprego, formação, reforço das capacidades dos agentes culturais, dos artistas, da mobilidade na área cultural e na área do desenvolvimento.

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