As receitas do jogo em Macau caíram em abril 96,8%, em relação a igual período de 2019, numa altura em que a capital mundial dos casinos tem as fronteiras praticamente encerradas para conter o surto da covid-19.

Se em abril de 2019 as operadoras que exploram o jogo no antigo território administrado por Portugal tinham arrecadado 23,58 mil milhões de patacas (2,70 mil milhões de euros), agora a receita bruta mensal ficou-se pelos 754 milhões de patacas (cerca de 86 milhões de euros).

Os dados hoje divulgados pela Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ) indicam também uma descida de 68,7% nos quatro primeiros meses do ano, depois de em fevereiro se terem registado perdas históricas nas receitas do jogo num mês em que os casinos estiveram fechados durante pelo menos 15 dias.

O montante global gerado de janeiro a abril de 2020 foi de 31,24 mil milhões de patacas (3,59 mil milhões de euros), menos 68,49 mil milhões de patacas (7,87 mil milhões de euros) do registado nos quatro primeiros meses de 2019.

Os casinos de Macau fecharam 2019 com receitas de 292,46 mil milhões de patacas (cerca de 32,43 mil milhões de euros).

Com os vistos turísticos da China para Macau suspensos, o número de visitantes provenientes do interior da China caiu em março tendo baixado 96,3%, em termos anuais, segundo os últimos dados oficiais.

No primeiro trimestre de 2020 chegaram ao território 3.219.170 visitantes, menos 68,9%, relativamente ao trimestre homólogo do ano anterior.

A partir de janeiro, Macau começou por registar uma primeira vaga de dez casos. Depois de 40 dias sem identificar novos casos, o território detetou a partir de 15 de março mais 35, todos eles importados. Macau cumpre hoje o 23.º dia consecutivo sem registar novos casos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 230 mil mortos e infetou mais de 3,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Cerca de 908 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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