O défice da balança comercial de Macau com os países lusófonos aumentou 82,3 milhões de patacas (8,7 milhões de euros) nos primeiros oito meses do ano, comparativamente a igual período de 2017, foi hoje anunciado.

De acordo com os dados oficiais divulgados pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), Macau importou aos países de língua portuguesa, nos primeiros oito meses do ano, produtos no valor de 525 milhões de patacas (55,5 milhões de euros), um aumento de 25,6% em relação ao período homólogo do ano passado.

Por outro lado, Macau vendeu mercadorias no valor de 24 milhões de patacas (2,5 milhões de euros) para os países lusófonos, o o que levou o défice da balança comercial a cifrar-se nos 501 milhões de patacas (45,8 milhões de euros), nos meses de janeiro a agosto, em comparação com os 417,3 milhões de patacas (44,1 milhões de euros) no período homólogo do ano anterior.

Ao todo, as exportações do território subiram 7,9% para 8,13 mil milhões de patacas (850,9 milhões de euros), no início do ano até agosto, comparativamente com o mesmo período em 2017, mas o défice da balança comercial continua a aumentar devido ao crescimento das importações em 24%, para 58,4 mil milhões de patacas (6,2 mil milhões de euros).

De acordo com a DSEC, o défice da balança comercial é agora de 50,3 mil milhões de patacas (5,3 mil milhões de euros). No mesmo período do ano passado, o défice da balança comercial era de 39,9 mil milhões de patacas (4,2 mil milhões de euros), menos 10,4 mil milhões de patacas do que neste ano.

O valor total do comércio externo de mercadorias até agosto deste ano atingiu 66,5 mil milhões de patacas (sete mil milhões de euros), mais 21,7%, em relação ao período homólogo anterior, de acordo com os dados divulgados pelo DSEC.

As exportações para a China continental atingiram, no período em análise, 1,4 mil milhões de patacas (145 milhões de euros), uma diminuição de 3,6% face a idêntico período do ano passado. As exportações para Hong Kong e União Europeia registaram uma subida de 12,9% e 8,4%, respetivamente. Já as vendas para os Estados Unidos caíram 19,4%.

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