O défice cifra-se na ordem dos 6%, mas Geraldo Martins disse que o novo governo tem como objetivo reduzir esse valor para 3%.

O novo ministro da Economia e Finanças guineense apontou como causa do défice, entre outras, alguns compromissos que o anterior Governo teve de assumir, sobretudo a partir de janeiro deste ano, nomeadamente as despesas com a realização de eleições legislativas e o reajuste salarial, em decorrência de exigências dos sindicatos dos trabalhadores da Função Pública.

O Estado guineense “foi obrigado a honrar aqueles compromissos”, mas em contrapartida não houve aumento na arrecadação de receitas, precisou Martins que agora vai propor medidas para “comprimir ao máximo” as despesas públicas, através do comité de tesouraria nacional, e outras para fazer crescer as receitas, até final do ano.

Entre as medidas, precisou o ministro, está a aprovação do Orçamento Geral do Estado de 2019.

“Neste momento, o défice fiscal da Guiné-Bissau está a volta de 6 % em relação ao Produto Interno Bruto, o nosso objetivo, de acordo com os critérios de convergência da UEMOA (União Económica e Monetária da África Ocidental), é faze-lo baixar para cerca de 3 %” explicou Geraldo Martins.

Outra meta do novo ministro da Economia e Finanças guineense é retomar as conversações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), interrompidas em janeiro, para permitir que seja feita a sexta avaliação ao cumprimento dos objetivos fixados no âmbito do Programa Alargado de Crédito que vai permitir ao país receber um crédito, no valor total de 27,6 milhões de euros.

O FMI adiou aquela avaliação, em janeiro, aguardando pela realização das eleições legislativas, que tiveram lugar a 10 de março.

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