Os dados mostram que no final de setembro o total de créditos concedido pelos cinco bancos do sistema — um português, um timorense, dois indonésios e um australiano — ascendia a 229,87 milhões de dólares (208,8 milhões de euros).

O sistema bancário timorense inclui o português BNU, do grupo Caixa Geral de Depósitos — o banco mais antigo a operar no sistema e que ainda detém a maior quota de mercado -, e o timorense Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL).

Fazem ainda parte do sistema bancário timorense os indonésios Mandiri e BRI e o australiano ANZ.

Os dados mostram que até setembro o volume de depósitos cresceu em 77,15 milhões de dólares (70,1 milhões de euros) ou 9,16%, com os créditos a aumentarem apenas 6,4% ou 13,85 milhões de dólares (12,58 milhões de euros).

O BNU, do grupo Caixa Geral de Depósitos, tinha no final do trimestre a maior fatia dos depósitos de clientes, com 355,96 milhões de dólares ou 39% do total, mais seis pontos percentuais do que um ano antes.

A entidade tem 17% dos empréstimos (38,33 milhões), dos quais cerca de 70% estavam aprovisionados, a taxa mais elevada do sistema bancário onde, tendencialmente, as provisões são baixas.

Isso evidencia-se no banco público timorense, o BNCTL, que regista o segundo valor mais baixo de depósitos (100,49 milhões) no final do trimestre, mas o maior volume de empréstimos — cerca de 87,42 milhões ou 38% do total, dos quais apenas três milhões aprovisionados.

Em termos de depósitos, o BNU, ANZ e BRI aumentaram o valor da sua carteira, com os restantes a baixarem o total, face ao ano anterior, sendo que nos empréstimos o banco português e o ANZ foram os únicos a registar uma descida anual.

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