O aumento da área desflorestada foi calculado pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) operado pela organização não governamental (ONG), que não depende do Governo brasileiro.

Apenas em julho de 2019, o SAD detetou 1.287 quilómetros quadrados de desflorestação na Amazónia Legal, um aumento de 66% em relação a julho de 2018, enquanto o corte de floresta ocorreu numa área de 777 quilómetros quadrados.

A desflorestação, em julho de 2019, registou-se no Pará (36%), Amazonas (20%), Rondónia (15%), Acre (15%), Mato Grosso (12%) e Roraima (2%).

A Amazónia Legal engloba nove estados do Brasil pertencentes à bacia Amazónica (Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Rondónia, Roraima e parte de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão), que têm em parte do território autorização para algumas atividades humanas.

“As florestas degradadas na Amazónia Legal somaram 135 quilómetros quadrados em julho de 2019, enquanto em julho de 2018 a degradação florestal detetada totalizou 356 quilómetros quadrados, uma redução de 62%”, destacou a ONG.

O Imazon classifica como floresta degradada áreas em que há “um distúrbio parcial na floresta causado pela extração de madeira e ou por queimadas florestais”.

O estudo também informou que, em julho de 2019, a maior parte (55%) das ações de desflorestação ocorreu em áreas privadas ou sob diversos tipos de posse.

O Imazon também detetou que 20% da desflorestação mapeada em julho foi registada em assentamentos (áreas em que vivem pessoas sem nenhum tipo de posse da terra), unidades de conservação (19%), que são áreas públicas mantidas para a preservação ambiental, e outros 6% em terras indígenas.

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