Em comunicado, a Polícia Nacional refere que o homicídio aconteceu na zona do bairro Brasil, na Achada de Santo António, e que o suspeito estava em fuga.

O detido é suspeito de ter esfaqueado a vítima, que viria a falecer já no Hospital Agostinho Neto, na Praia, tendo sido entretanto entregue à Policia Judiciária.

A Praia vive um período conturbado de insegurança, com vários crimes violentos, como homicídios e roubos, com recurso a armas de fogo.

Em Novembro, após uma reunião com responsáveis pela segurança interna, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, anunciou 14 medidas para combater a criminalidade urbana, entre elas a revisão da lei das armas e o agravamento de penas em caso de reincidência criminal.

Além da captura deste suspeito, uma megaoperação da Polícia Nacional envolveu este fim-de-semana 39 mandados de busca, emitidos pelo 3.º Juízo Crime da Comarca da Praia, com revistas em vários bairros da capital do país, levando à detenção, em flagrante delito, de 18 indivíduos, todos de nacionalidade cabo-verdiana.

Em comunicado, a Polícia Nacional refere que os mandados de busca “visaram residências e dependências de indivíduos identificados e pertencentes aos grupos que têm vindo a perturbar a paz e a tranquilidade dos cidadãos”.

“Com o objectivo de apreender armas de fogo e brancas e de quaisquer outros objetos e materiais suspeitos, usados na prática de crimes em investigação”, lê-se no comunicado.

Na terça-feira, o director nacional da Polícia Nacional afirmou que aquela força policial, em conjunto com os restantes parceiros e autoridades, está a “implementar as medidas” definidas, para “devolver a tranquilidade aos cidadãos”.

“A população deverá continuar a confiar na Polícia Nacional porque é o que sabemos fazer: garantir a segurança dos cidadãos”, disse o superintedente-geral Emanuel Moreno.

Entretanto, o ministro da Administração Interna de Cabo Verde, Paulo Rocha, disse na sexta-feira, no parlamento, que o país registou até ao momento 30 homicídios, comparando com os 37 em todo o ano de 2018, apesar do “pico” de criminalidade na Praia.

“Este ano, sendo certo que nós registamos um pico na cidade da Praia, regista-se no total do país 30 homicídios, quando no ano passado foram 37 [Janeiro a Dezembro]. São ainda mais vidas que estamos a conseguir salvar”, afirmou o ministro da Administração Interna, recordando ainda que em 2017 registaram-se 38 homicídios em Cabo Verde.

Acrescentou que em 2014 o número de homicídios em Cabo Verde foi de 13 por 100.000 habitantes – indicador internacional para aferir o nível de segurança –, registo que foi reduzido para os atuais 5,3.

“Temos um problema na Praia, mas estamos cá nós para dar o devido combate”, disse o ministro Paulo Rocha.

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