O anuncio foi feito pelo próprio artista e pela produtora Every Thing is New, numa publicação no seu site, dando conta que depois de mais de dois meses em silêncio, o Campo Pequeno volta a abrir as suas portas para receber Dino D’Santiago, um dos actuais “nomes incontornáveis” da música portuguesa.

O artista, que divulgou no início do mês de Abril, nas plataformas digitais, o seu novo trabalho discográfico “kriola”, que bebe dos ritmos de Santiago, Lisboa, Londres, Lagos e Luanda, vai ter a oportunidade de brindar o público com novas sonoridades.

“Temas como “Kriolu” (feat Julinho KSD) ou “Roda” vão fazer parte desta celebração tão esperada como necessária, contagiando o público com os ritmos criados entre Londres e Lisboa, canções de voz envolvente, filtros electrónicos e ritmos como o batuque ou o funaná”, anunciou a produtora que também aproveitou para lembrar ao público que o uso de máscara é obrigatório, à luz das normas de combate à covid-19.

Os bilhetes para o concerto custam entre 5 euros e 10 euros.

“kriola”, que surge depois do “Mundu Nôbu” (2018), segundo dissera o artista, no mês de Abril, é um álbum de “Amor em tempo de guerra”.

Este álbum foi feito de Janeiro de 2019 a Fevereiro de 2020 entre Lisboa (Portugal) e Londres (Inglaterra), onde o artista ia ao encontro dos seus produtores Paul Seiji e Apollo, para criá-lo.

“Pela primeira vez, em 16 anos de carreira, isolei-me do mundo para compor, sem distracções, saídas à noite, nem outro compromisso a não ser com a criação. Kriola bebeu sabores de Santiago, Lisboa, Londres, Lagos (Nigéria) e Luanda (Angola)”, escrevera na sua página no Facebook e Instagram.

A “cachupa” instrumental, desta vez, segundo o artista, viajou do batuku ao ozonto, da coladeira ao grime, sempre com o “tempero” final dado pelo funaná que “descansa no arriscar” de um tarraxo.

Para Dino d´Santiago, “Kriola” é a sua obra “mais completa” no que diz respeito à mensagem e ao som que ele pretende eternizar, e é ainda o seu álbum “mais activista, onde a Morabeza da linha de Sintra fixa que o crioulo é a segunda língua mais falada na capital portuguesa”.

“Esta `kriola´ é a revolução e emancipação cultural, é a crença de que chegou a hora de acreditarmos na riqueza rítmica das nossas claves e reclamamos por um lugar, que é de todos nós”, enfatizou.

O propósito deste álbum, segundo o músico, vem mesmo com a missão de levar o mundo que lhe inspira, para perto das famílias que neste momento são obrigadas a estar dentro de suas casas.

“Morabeza”, “Roda”, “My Lover”, “kriolu”, “Kem ki flau”, “Arriscar”, “Sófia” e “Nhôs Obi”, são os oitos temas que compõem este álbum que contou com a participação dos músicos Seiji, Banko, Pedro, Kalaf Epalanga, Toty Sa´Med, Djodje Almeida, Toni Economides, e dos ‘rappers’ Julinho KSD e Vado MkKA.

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