De acordo com dados compilados hoje pela Lusa a partir do último relatório estatístico do Banco de Cabo Verde, deste mês, entre julho e setembro últimos Cabo Verde recebeu donativos em divisas no valor de 691 milhões de escudos (6,3 milhões de euros), valor que compara com os 500 milhões de escudos (4,5 milhões de euros) recebidos no mesmo período de 2018.

Em nove meses de 2019, os donativos a Cabo Verde ascenderam a 3.235 milhões de escudos (29,3 milhões de euros), quase exclusivamente oriundos de financiamentos governamentais e de organizações supranacionais. A previsão inicial do Governo apontava para 5.470 milhões de escudos (50 milhões de euros) em donativos em todo o ano de 2019.

Até setembro, apenas no primeiro trimestre do ano é que Cabo Verde recebeu donativos na forma de ajuda alimentar, no valor de 220 milhões de escudos (dois milhões de euros), sendo que o país está a entrar no terceiro ano consecutivo de seca.

Cabo Verde espera receber quase 54 milhões de euros de donativos e transferências de governos e instituições estrangeiras em 2020, dos quais quase dois milhões de euros em alimentos doados.

As previsões constam da lei do Orçamento do Estado de 2020, que entre donativos e transferências, incluindo ajuda orçamental, deverão ascender a 5.959 milhões de escudos (53,8 milhões de euros), um aumento de 8,2% face ao orçamentado para 2019.

Deste total, 59,1%, equivalente a 3.525 milhões de escudos (31,9 milhões de euros), correspondem a donativos diretos de governos ou entidades estrangeiras, 30,2% de ajuda orçamental como donativos e 3,5% a donativos na forma de ajuda alimentar, neste caso no valor de 212 milhões de escudos (1,9 milhões de euros), precisamente quando o país vive o terceiro ano de seca, com graves efeitos na agricultura nacional.

A rubrica de donativos diretos sobe 23,6% em 2020, face ao orçamentado para este ano, com destaque, segundo o Governo, para a Holanda, que financia o terminal de cruzeiros em São Vicente, da União Europeia, com o programa de apoio à competitividade, e do Luxemburgo, com programas de estágio e formação para empregabilidade, além de um programa no setor da água e saneamento.

Com donativos orçados em 1.407 milhões de escudos (12,7 milhões de euros) em 2020, o Luxemburgo lidera a lista dos países doadores de Cabo Verde, seguido da China, com 933 milhões de escudos (8,4 milhões de euros), e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com 470 milhões de escudos (4,2 milhões de euros).

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