Comentando as recentes nomeações de Ursula von der Leyen para a presidência da Comissão Europeia e de Christine Lagarde para a presidência do Banco Central Europeu, Durão Barroso salientou a importância de ter duas mulheres entre os novos cargos de topo europeus, afirmando que é “um sinal de progresso e avanço”.

O ex-primeiro-ministro considerou que o governo português “vai provavelmente receber um pedido para enviar uma comissária, e não um comissário”, para Bruxelas, já que Portugal é o único país que não nomeou nenhuma mulher para a Comissão Europeia (CE).

“Todos nomearam mulheres. Portugal é o único que não nomeou. Não ficaria admirado que a nova presidente da CE, confirmando-se a eleição de Ursula von der Leyen, que ela pedisse aos países que nunca nomearam mulheres que o façam agora”, destacou, durante o EurAfrican Forum, reforçando que “a questão da representatividade é muto importante”.

O antigo primeiro-ministro desvalorizou igualmente o facto de a escolha dos novos líderes europeus ter demorado três dias.

“A verdade é que demorou menos tempo a escolha para estes cargos do que a formação dos nosso governos”, declarou, apontando os casos da Holanda onde “demora meses”, da Bélgica, onde “houve um que demorou um ano e meio” e até mesmo Portugal.

“Três dias não é assim tão grave”, sublinhou o antigo responsável europeu, responsabilizando os “políticos” pela “tentativa de fazer da Europa um bode expiatório”.

Publicidade