Antes de o Parlamento Europeu votar o conjunto da Comissão Europeia – que se for aprovada iniciará funções em 01 de dezembro -, Von der Leyen está a apresentar o seu colégio e o respetivo programa aos eurodeputados, tendo sublinhado na sua intervenção a importância da missão de Elisa Ferreira, a quem atribuiu a pasta da Coesão e Reformas.

Apontando que “a economia europeia recuperou de uma das piores crises económicas e financeiras desde o final da II Guerra Mundial”, a presidente eleita do executivo comunitário notou que “o mercado de trabalho continua forte e o desemprego continua a cair, mas, com nuvens a formarem-se no horizonte, a Europa deve preparar-se para o que aí vem”.

“Temos de nos basear naquilo que nos torna forte: o nosso mercado único, a nossa moeda única. É mais que altura de completar a nossa União Económica e Monetária, e promover o crescimento e o emprego, aumentando a resiliência macroeconómica. Devemos usar a flexibilidade prevista no pacto de Estabilidade e Crescimento para dar o tempo e o espaço necessários para as nossas economias crescerem. E, ao mesmo tempo, devemos apoiar os Estados-membros com investimentos bem orientados e reformas estruturais. Não posso pensar numa melhor pessoa para liderar este trabalho do que Elisa Ferreira”, declarou.

O novo executivo comunitário vai ser votado pela assembleia às 12:00 locais (11:00 de Lisboa), necessitando da maioria dos votos expressos, o que deverá conseguir, dado ter o apoio das três grandes famílias políticas europeias, o Partido Popular Europeu, os Socialistas e Democratas e o grupo do Renovar a Europa (Liberais).

A “Comissão Von der Leyen” já deveria ter iniciado o seu mandato de cinco anos em 01 de novembro, mas a reprovação de três comissários pelo Parlamento Europeu levou a um atraso no processo, que deverá ficar hoje concluído.

Antes da votação do conjunto do colégio, a presidente eleita da Comissão – que já foi aprovada pela assembleia europeia em julho, com somente mais nove votos que a maioria necessária – está a ter um debate com os eurodeputados, após o qual cada grupo político reunir-se-á brevemente para decidir o sentido de voto.

Entre os partidos portugueses representados na assembleia europeia, PS, PSD e CDS irão votar favoravelmente, enquanto Bloco de Esquerda e PCP já anunciaram que vão votar contra e o PAN vai abster-se.

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