A informação foi avançada quarta-feira pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, na cerimónia de tomada de posse dos novos cônsules de Angola no Porto (Portugal), Isabel de Jesus da Costa Godinho, Oshakati (Namíbia), André Ventura, na Cidade do Cabo (África do Sul), Sebastião de Carvalho Neto, e Joanesburgo (África do Sul), Irene Brígida Vieira Neto.

Segundo Manuel Augusto, está em curso a criação de todas as condições de trabalho e tecnológicas com capacidade de responder a este propósito, sem quaisquer constrangimentos.

“Em breve estaremos em condições de começar a dotar os nossos compatriotas que estão espalhados pelo mundo dos seus merecidos documentos de identidade”, garantiu. O ministro informou que Portugal e a África do Sul são os países com maior representação de comunidades de angolanos na diáspora, além da República Democrática do Congo.

As comunidades angolanas nesses países, explicou, são heterogéneas e vão desde os refugiados, asilados, estudantes e algumas comunidades esquecidas como é o caso de Portugal onde alguns ainda vivem num regime praticamente de apátrida, sem nacionalidade angolana e nem portuguesa. “São países com problemas específicos que temos que resolver”, sublinhou.

Manuel Augusto apelou aos novos responsáveis a apostarem na diplomacia económica, facilitando os procedimentos de concessão de vistos. “Se os consulados não complicarem, vão contribuir muito para que os esforços que estamos a fazer, de atrair investimento e novas parcerias, se concretizem. Ainda temos muitos problemas estruturais e vícios implantados e a função dos novos chefes de missão é serem implacáveis no combate a todas as práticas que possam minar os esforços que estamos a fazer, de apresentar uma nova Angola”.

Publicidade