Viegas Filho, que assumia também a chefia da Missão Integrada das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), foi nomeado há um ano, tendo substituído no cargo Modibo Turé.

Numa carta de despedida enviada à imprensa, Viegas Filho destaca as relações “sempre positivas” com os governantes da Guiné-Bissau e o “excelente” e “constante” contacto com os embaixadores em Bissau e representantes da União Africana, União Europeia, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Em fevereiro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas, durante uma reunião para analisar a situação da Guiné-Bissau, prolongou a missão até fevereiro de 2020, mas defendeu o seu encerramento até final do próximo ano e iniciou um processo de reconfiguração da mesa.

A reconfiguração da UNIOGBIS será feita em três fases, nomeadamente a fase eleitoral, em que se manterá com a atual forma, a fase posterior às eleições, durante a qual vai começar a ser implementada a agenda de reforma e o plano de transição, e a fase de transição, que prevê a transferência gradual das competências e equipas para o Gabinete da ONU para a África Ocidental.

A terceira fase deverá ser concluída até 31 de dezembro de 2020.

A missão política da ONU na Guiné-Bissau teve início em 1999, após o conflito político-militar, e já teve nove representantes do secretário-geral das Nações Unidas.

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