“As clínicas móveis da MRM oferecem acesso a serviços de saúde na ausência de serviços estatais, em comunidades de difícil acesso”, refere a empresa.

A unidade presta serviço no distrito de Montepuez, área de mineração, e está equipada para realizar testes de malária, HIV e despistar problemas do foro gastrointestinal.

A primeira clínica móvel da MRM naquele distrito entrou em funcionamento em 2017, tendo prestado 35.000 consultas em seis aldeias.

O anúncio surge depois de a multinacional estar sob críticas em Moçambique.

A organização não-governamental moçambicana Centro de Integridade Pública (CIP) defendeu este mês a alteração das regras de exploração da MRM para o país passar a reter mais lucros do negócio.

Na ocasião, a MRM disse que estava a cumprir a lei moçambicana quanto à extração de esmeraldas e rubis na província de Cabo Delgado.

Em fevereiro, a firma Gemfields, sócia maioritária, divulgou detalhes de um processo em que é acusada de violação de direitos humanos na exploração de minas de rubis em Montepuez, refutando as queixas e referindo que os queixosos procuram proveitos de um eventual acordo antes de julgamento.

A MRM opera em Moçambique desde 2012 numa área de cerca de 340 quilómetros quadrados, uma das mais extensas concessões do mundo em mãos de privados, segundo a Gemfields.

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