Em comunicado, Emae sublinha que está “obrigada a efetuar interrupções no fornecimento de energia elétrica”, justificando-as com a necessidade de “manutenção preventiva obrigatória aos grupos de geradores da central térmica de Sto. Amaro 1, assim como a reparação da avaria na central de Sto. Amaro 2”.

O comunicado da distribuído a jornalistas tem data de 24 de janeiro, mas na verdade, as suspensões diárias no fornecimento de energia que demoram cerca de sete horas, iniciaram há mais de uma semana.

A empresa pública de eletricidade de São Tomé pede “compreensão e colaboração” da população e “desculpas pelos constrangimentos” que essas “interrupções” causam aos consumidores e promete “esforços no sentido de colmatar a situação” antes dos dois meses previstos.

O engenheiro mecânico da Emae, Lourenço de Ceita disse aos jornalistas que as duas centrais térmicas “estão a registar avarias nos grupos geradores”.

“Em Santo Amaro 1, neste momento por causa da avaria num dos grupos, perdemos 1,5 megawatts de energia e em Santo Amaro 2 também perdemos 1,8 megawatts de energia”, explicou Lourenço Ceita.

Lourenço de Ceita adianta ainda que algumas dessas avarias implicam a “importação de peças” de reposição.

Há cerca de um mês, a Emae recebeu três dos cinco novos grupo geradores comprados pelas petrolíferas americana Kosmos Energy e inglesa BP, no âmbito das suas responsabilidades com o Estado são-tomense sobre a exploração dos blocos 5 e 6 e 10 e 13 respetivamente, na zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe.

Estes grupos, um dos quais foi enviado para a Região Autónoma do Príncipe ainda não foram instalados.

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