O evento, que vai decorrer nos dias 17, 18 e 19 de abril, na capital alemã, tem como tema principal “Tell the Origin Stories” (Contando as histórias da origem).

Mais de 1500 pessoas passaram pela última edição do festival, em abril, que incluiu palestras, leituras, entrevistas e debates. Cada ano, o programa é criado por uma figura literária do continente africano, centrando-se nas diversidades linguísticas e culturais.

O “African Book Festival” de Berlim teve, em 2018, a escritora e `performer` Olumide Popoola na curadoria e o poeta e novelista Chris Abani como convidado especial.

Este ano, a curadoria ficou entregue ao escritor Ben Okri, tendo sido o autor e cineasta Tsitsi Dangarembga o convidado principal.

Depois das primeiras edições do festival terem dois curadores nigerianos, cabe ao autor Kalaf Epalanga desempenhar esse papel no próximo ano, dando assim mais protagonismo à África lusófona.

Epalanga nasceu em Benguela, Angola, e vive entre Berlim e Lisboa. Como músico, é cofundador da editora independente Enchufada, com sede em Lisboa. Faz também parte da banda Buraka Som Sistema, atualmente em hiato.

“Também os Brancos sabem dançar” (Caminho, 2017), publicado Angola, Portugal e Brasil, é o seu primeiro romance. Escreveu ainda os livros de crónicas “Estórias de amor para meninos de cor”, editado em 2011, e “O angolano que comprou Lisboa (por metade do preço)”, editado em 2014, ambos pela Caminho.

Na próxima sexta-feira, dia 27, o “African Book Festival” vai apresentar, na livraria InterKontinetal, o novo programa, bem como a lista de convidados.

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