Os Estados Unidos disseram na sexta-feira que irão permitir que oito importadores sigam comprando petróleo iraniano quando retomarem na segunda-feira suas sanções ao Irão, que buscam forçar o país a conter seus programas nucleares e de mísseis e seu ativismo regional.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que anunciou a decisão, não disse quais serão esses oito países, aos quais se referiu como “jurisdições”, um termo que pode incluir importadores como Taiwan, que os Estados unidos não reconhecem como um país.

Após abandonar o acordo nuclear com o Irão assinado em 2015, o presidente norte-americano Donald Trump tem tentado prejudicar a economia iraniana, fortemente dependente do petróleo, para forçar Teerão a recuar não apenas de suas ambições nucleares e em mísseis balísticos, mas também de seu apoio a militantes na Síria, Iémene, Líbano e outras partes do Oriente Médio.

No Twitter, em uma mensagem para enfatizar sua política de “pressão máxima” sobre o Irão, Trump incluiu uma fotografia de si mesmo que imita posteres de cinema com a legenda: “As sanções estão chegando – 5 de novembro”.

A Turquia foi avisada de que será autorizada a seguir comprando temporariamente petróleo do Irão, disse seu ministro de Energia a jornalistas, assim como o Iraque, desde que os pagamentos ao Irão não sejam em dólares norte-americanos, disseram três autoridades iraquianas.

Índia e Coreia do Sul também estão na lista, disse uma fonte com conhecimento do assunto que falou sob a condição de anonimato. Sob a lei dos EUA, as exceções podem durar até 180 dias.

Pompeo disse que Washington garantirá os “waivers” aos oito importadores apenas porque “eles demonstraram reduções significativas em suas (compras) de petróleo e cooperação em muitas outras frentes.”

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