Em declarações à ANGOP no âmbito da jornada do Dia Nacional da Cultura, Euclides da Lomba frisou que os angolanos, em particular os agentes culturais, têm a obrigação de valorizar mais o património material e imaterial angolano, bem como as potencialidades da indústria cultural.

Euclides da Lomba avança que se deve olhar com muita atenção para o património cultural, evitando que desapareça e com isto se perca também a identidade nacional.

“Estamos a falar do património cultural que exige uma atenção especial . de monumentos históricos, de locais históricos culturais que se não forem preservados podem desparecer. Estamos a falar do património imaterial, concretamente do semba, kizomba, rebita que exigem de todos nós uma atenção especial”, frisou.

O responsável fez ainda menção ao facto de se aproveitar as potencialidades culturais para o turismo cultural, como forma de garantir o fomento do emprego e o auto-sustento dos agentes culturais.

Euclides da Lomba avançou que se deve dar uma atenção especial a indústria cultural por ser uma das vias para a diversificação da economia.

Relativamente a jornada do 8 de Janeiro, Euclides da Lomba avançou que inclui palestras, mesas redondas, shows, feiras de artes, gastronomia, exposição de artes plásticas.

Em agenda consta ainda homenagem a agentes culturais que ao longo dos anos se têm destacado em prol da valorização, divulgação e preservação dos traços culturais nacionais.

Euclides da Lomba reafirmou que o Plano Estratégico de implementação da Política Cultural de Angola define as prioridades do Executivo para o sector e fornece um quadro para a tomada de decisões em relação à necessidade de alocação dos recursos internos e da assistência externa.

A meta, adiantou, é consagrar a cultura como um direito de cidadania, incorporando as novas tecnologias para a produção e difusão cultural, a conservação do património e sua sustentabilidade, visando o estabelecimento de uma gestão pública moderna eficiente e eficaz.

O 8 de Janeiro, que se celebra este ano sob o lema “A cultura na consolidação da Nação Angolana”, foi instituída em Novembro de 1986, sete anos depois do discurso pronunciado pelo primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, na União dos Escritores Angolanos (UEA), em 1979, por ocasião da tomada de posse dos corpos gerentes.

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