Em declarações à agência Lusa, o fundador e presidente do conselho de aAdministração da portuguesa euroAtlantic, maior acionista privado da companhia aérea de São Tomé e Príncipe, STP Arways, e atualmente responsável pela gestão da empresa, explicou que chegou a um acordo com o Governo são-tomense para a saída até final de outubro, mediante a venda das ações.

“Chegámos a um acordo com o Governo de que sairíamos no fim de outubro… Fizemos um levantamento do que achávamos que a empresa valia e fizemos a proposta” para a venda dos 40% de ações da euroAtlantic na São Tomé e Príncipe Arways, disse Tomaz Metello, sem especificar o valor pedido.

Por seu lado, adiantou, o Governo são-tomense pediu uma auditoria à empresa antes de tomar qualquer decisão.

“A auditoria vai começar em breve, mas não temos mais informações sobre se têm ou não capacidade financeira para comprar”, acrescentou.

O Governo de São Tomé e Príncipe anunciou em junho a intenção de terminar o contrato que mantinha com a euroAtlantic para a gestão da STP Airways até final de outubro, tendo, entretanto, assinado um acordo com a companhia equato-guineense Ceiba, que irá colocar aviões ao serviço da STP Airways operados pela empresa portuguesa White.

A euroAtlantic acusou as autoridades de São Tomé e Príncipe de terem assinado o memorando com os novos parceiros, ignorando o maior parceiro privado e sem levar o acordo a assembleia-geral de acionistas.

O Governo, por seu lado, assegurou ter comunicado oficialmente à euroAtlantic a sua decisão de negociar com a Guiné Equatorial sobre a gestão da STP Airways, depois de a empresa portuguesa ter manifestado a intenção de abandonar o projeto STP Airways.

Tomaz Metello reafirmou à Lusa que a decisão de sair da STP Airways foi motivada pela decisão das autoridades são-tomenses de retirarem a parte do “handling” do acordo a gestão.

O presidente da euroAtlantic disse ainda que apesar da venda das ações e da saída da gestão da STP Airways, a empresa portuguesa vai manter os voos para São Tomé e Príncipe, agora com a marca euroAtlantic.

“Iniciámos os voos há cerca de 12 anos completamente independentes no contexto de uma verticalização do negócio com os hotéis do grupo Pestana. Lançamos voos `charter` regulares e tivemos bastante sucesso. Mais tarde é que vieram ter connosco para lançarmos uma companhia de aviação”, lembrou.

Nesse sentido, disse: “Informámos as aviações civis portuguesas e de São Tomé de que, se porventura saíssemos do capital da STP Airways, iríamos continuar como euroAtlantic Airways”.

“Neste momento estamos a aguardar e dependentes de que o Governo de São Tomé diga se quer ou não avançar”, referiu.

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