“Não há quem não saiba como cumprimos os nossos compromissos. Fazemos de cada voto, da força que temos, tudo o que podemos para melhorar a vida dos de baixo, tudo o que podemos por maior justiça, tudo o que podemos pela dignidade deste país”, disse Catarina Martins no jantar de encerramento da campanha eleitoral do BE para as europeias, em Coimbra.

Para a líder bloquista, “o voto no Bloco de Esquerda é aquele voto que pode dar mais força a este projeto, este projeto de um país de cabeça erguida”,

“Em que as pessoas se olham de frente, que combate o ressentimento e o transforma em solidariedade, que diz não à resignação e que diz que sim, podemos viver muito melhor neste país. De hoje até domingo a prioridade é o voto no Bloco de Esquerda, que ninguém fique em casa”, apelou.

Catarina Martins assegurou ainda que nunca se ouviu a cabeça de lista do BE, Marisa Matias, – ou mesmo que nunca “ninguém ouvirá nenhum eleito ou eleita do Bloco de Esquerda” – dizer que “em Portugal não se pode aumentar o salário mínimo nacional, ou proteger as pensões ou investir para criar emprego, para ter um território melhor, para ter ferrovia, porque Bruxelas não deixa”.

“Os eleitos do Bloco de Esquerda, no Parlamento Europeu, não servem para dizer o que é que Bruxelas deixa ou não deixa o nosso país fazer. Pelo contrário, servem para defender o país na União Europeia”, garantiu.

O primeiro discurso da noite tinha sido o do deputado José Manuel Pureza, que se estreou nos púlpitos desta campanha eleitoral, para falar de uma das críticas recorrentes de Marisa Matias nesta campanha: a aliança do primeiro-ministro, António Costa, ao Presidente francês Emmanuel Macron.

“Nós não nos aliamos com os liberais para combater a extrema-direita porque sabemos que as políticas liberais são as melhores aliadas da extrema-direita”, salientou.

Para José Manuel Pureza, é preciso perguntar àqueles que defendem alianças com os liberais para combater a extrema-direita se contam com políticos como Passos Coelho, Paulo Portas ou Durão Barroso para combater a extrema-direita numa “chamada frente progressista”.

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