O ex-ministro da Defesa timorense Cirilo Cristóvão morreu no domingo, com 53 anos, num hospital de Bali, Indonésia, onde estava internado na sequência de um derrame cerebral, indicaram fontes familiares.

Cristóvão era membro do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e, entre 2015 e 2017, foi ministro da Defesa.

Natural de Fuiloro, o ex-governante, que liderou também o Serviço Nacional de Inteligência timorense, completou um bacharelato em Direito Civil na Universidade Udayana, em Bali.

Entre 1993 e 1994, ainda durante a ocupação indonésia, trabalhou no serviço público indonésio e foi chefe do departamento jurídico no então distrito de Lautém.

Juiz do Tribunal Distrital de Díli entre 2000 e 2003 – foi até à sua morte membro do Conselho Superior da Magistratura Judicial -, Cristóvão fez parte do Conselho da Timor Aid e da Fundação Paz e Democracia.

Entre 2005 a 2008, foi um dos dois presidentes da Comissão de Verdade e Amizade, criada pelos governos da Indonésia e de Timor-Leste.

Entre 2008 e 2009 foi assessor jurídico chefe do então vice-primeiro ministro, José Luís Guterres, antes de ser nomeado em outubro de 2009 diretor-geral do Serviço Nacional de Inteligência (SNI) pelo então chefe do Governo, Xanana Gusmão.

Em 2012 foi secretário de Estado da Defesa, assumindo o cargo de ministro a 16 de fevereiro de 2015, no Governo liderado por Rui Maria de Araújo.

Filho único, Cirilo Cristóvão era casado e tinha quatro filhos.

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