Para os 16 estadistas da SADC, os sectores industrial, o comércio intra-regional e as infraestruturas são os elementos catalisadores para impulsionar o desenvolvimento sustentável do bloco regional e de fomento do auto emprego.

Manuel Neto da Costa, que fazia o balanço dos assuntos discutidos, disse que todos os países que integram o bloco regional debatem-se com sérios problemas financeiros e vezes há que não conseguem pagar as contribuições para o funcionamento da organização. Segundo o ministro, é necessário criar um ambiente propício para a atividade económica e a estabilidade do ponto de vista contratual.

Zona de livre comércio

Sobre a adesão de Angola à Zona de Livre Comércio, o ministro disse que os ministérios do Comércio e da Indústria estão a trabalhar na avaliação do potencial que o país possui para produzir para o mercado interno e para exportação, e assim aderir “o mais rápido possível”.

“Estamos a criar um ambiente propício para, à medida que a nossa capacidade produtiva efetiva aumenta, vão se diminuindo as barreiras comerciais, porque os produtos do agro-negócio são muito importantes, para além de outros recursos florestais e mineiros que podem ser industrializados”, sublinhou.

Em relação às infraestruturas de apoio às atividades de livre comércio, disse, o assunto foi amplamente discutido na reunião do Conselho de Ministros e a nível dos Chefes de Estado e de Governo. Conclui-se que se deve criar condições de mobilidade para a redução dos custos de investimento privado.

O novo presidente da SADC em exercício, John Magufuli, elegeu a industrialização como o principal cavalo de batalha e defendeu a necessidade de haver maior intercâmbio entre os Estados membros na divulgação das potencialidades para o crescimento da produção agrícola e industrial.

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