O exército egípcio anunciou hoje ter eliminado 126 terroristas radicais numa série de operações na península do Monte Sinai, no nordeste do Egito, que resultaram ainda na detenção de outras 266 pessoas.

A ofensiva ocorre três dias depois de o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico ter reivindicado um ataque mortal a militares.

Segundo a nota do Ministério da Defesa, foram realizados um total de “22 raides e 16 operações especiais” contra as infraestruturas dos radicais, tendo a força aérea destruído “228 esconderijos e abrigos” e 116 veículos todo-o-terreno.

As ações militares de hoje, que permitiram também a desativação de 630 engenhos explosivos instalados pelos ‘jihadistas’ nas estradas da região, resultaram ainda na morte de 15 membros das forças armadas.

Já esta manhã, o Ministério do Interior egípcio informou que 18 “elementos terroristas” foram mortos durante uma operação contra um esconderijo do Estado Islâmico perto da cidade de Bir al-Abd, de acordo com a agência noticiosa estatal MENA.

As forças de segurança egípcias estão a tentar, desde há anos, conter insurgentes no norte do Sinai, onde existe um grupo local associado do Estado Islâmico. A insurgência aumentou depois da saída do exército do Presidente islâmico Mohamed Morsi, em 2013, após grandes protestos.

O exército lançou em fevereiro de 2018 uma vasta operação “antiterrorista” na região e em certas zonas do deserto ocidental, entre o Vale do Nilo e a fronteira com a Líbia.

Desde o lançamento desta operação, mais de 800 suspeitos de serem ‘jihadistas’ e quase 70 soldados foram mortos em confrontos, segundo dados oficiais. No entanto, a região está interdita a jornalistas e nenhum balanço de fonte independente está disponível.

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