O Instituto Nacional de Estatística revelou esta manhã que o Produto Interno Bruto (PIB) português, em termos homólogos, aumentou 1,9% em volume no 3.º trimestre de 2019. Já em comparação com o 2.º trimestre de 2019 o PIB aumentou 0,3% em termos reais, uma quebra tendo em conta a variação em cadeia de 0,6 por cento nesse trimestre anterior.

De acordo com o INE, “a procura interna registou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB semelhante ao observado no 2.º trimestre, verificando-se uma aceleração do consumo privado, enquanto o Investimento registou um crescimento menos intenso”.

Diz ainda o INE que “o contributo da procura externa líquida manteve-se negativo no 3.º trimestre, observando-se uma aceleração das Importações e das Exportações de Bens e Serviços”.
Comparativamente com o 2.º trimestre de 2019, o PIB aumentou 0,3% em termos reais (variação em cadeia de 0,6% no trimestre anterior), “refletindo o contributo positivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB, superior ao registado no 2º trimestre, e o contributo negativo mais intenso da procura externa líquida”.

Na semana passada, a Comissão Europeia melhorou em três décimas a previsão de crescimento económico de Portugal para 2% este ano, uma décima acima do esperado pelo Governo (1,9%), mantendo a anterior previsão de 1,7% para 2020, três décimas abaixo da previsão do executivo português (2%).

Para este ano, o Fundo Monetário Internacional tem a mesma estimativa do Governo para a expansão do PIB, de 1,9%, assim como o Conselho das Finanças Públicas.

Já o Banco de Portugal antecipa uma expansão de 2% este ano, tal como a Comissão Europeia.
Em comunicado enviado às redações, o Ministério das Finanças realça que “a economia portuguesa cresceu pelo 22.º trimestre consecutivo, mantendo, na comparação homóloga, a mesma dinâmica de crescimento registada no trimestre anterior”. Diz ainda o executivo que a economia portuguesa ultrapassa “uma vez mais o crescimento da área do euro e da União Europeia, respetivamente 1,1% e 1,4%”.

De acordo com o Ministério, o “crescimento do PIB continua a ser pautado pelo crescimento do emprego e pela redução do desemprego”. Portugal, lê-se ainda no mesmo documento, “reforça assim a trajetória de convergência face à Europa que perdura já há mais de dois anos e manifesta resiliência relativamente à degradação do ambiente macroeconómico externo que tem marcado os trimestres mais recentes”.

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